Home Notícias Artigos NOTA DO DIRETORIO CENTRAL DXS ESTUDANTES SOBRE A REFORMA DA CASA DE ESTUDANTE DA UNB - CEU
 
HONESTINO GUIMARÃES

Twitter do DCE

 
NOTA DO DIRETORIO CENTRAL DXS ESTUDANTES SOBRE A REFORMA DA CASA DE ESTUDANTE DA UNB - CEU PDF Imprimir E-mail
Artigos
Escrito por DCE Honestino Guimarães   
Qua, 01 de Junho de 2011 20:26

O DCE vem por meio desta, esclarecer o histórico do processo de reforma da 
CEU UnB e fazer as reivindicações que julgamos necessárias. 

Breve histórico 

Em janeiro de 2009 a reitoria da UnB informou as morador@s da CEU que iria 
haver reforma na Casa e que, para tanto, haveria necessidade de realocação 
das moradoras. Esta medida não veio do nada, há muito tempo que as moradoras 
da CEU UnB reivindicavam reforma na Casa, por diversos motivos. Entretanto, 
as primeiras propostas de realocação das moradoras apresentadas pela 
reitoria foram consideradas insalubres pelas estudantes-moradoras. 

No Blog da Associação de Moradorxs da CEU (AMCEU) foi publicado que a “primeira 
proposta de reforma foi feita pelo DAC neste ano (2009). Ela inclui uma 
reforma feita em duas etapas de seis meses cada, uma para cada bloco da CEU. 
Segundo esta proposta os estudantes da casa teriam de ser remanejados, 
primeiro os estudantes de um bloco, depois os estudantes do outro". A 
proposta, obviamente, não foi aceita pelas moradoras por ser insalubre a 
convivência de 8 estudantes por apartamento. Em seguida, a segunda 
propostafeita pelo DAC era de que as moradoras poderiam “Escolher 
entre o Minas 
Tênis Clube, o Albergue da Juventude e o Hotel Esplanada". Isso significaria 
passar, no mínimo, 6 meses morando 14 pessoas por quarto (realidade do Minas 
Clube, por exemplo). 

As estudantes-morador@s negaram viementemente estas duas propostas e fizeram 
uma contraproposta, na qual a reitoria deveria pagar de auxílio em forma de 
pecúnia para que as moradoras juntas alugassem apartamentos na Asa Norte. É 
bom esclarecer que nesse ano, 2009, o MEC havia liberado uma verba, que 
deveria ter sido usada para a realocação dxs estudantes e reforma dos blocos 
atuais de CEU. Como a reforma não foi feita no prazo, o dinheiro retornou 
para a União e atualmente contamos com a verba do PNAES (Programa Nacional 
de Assistência Estudantil para o Ensino Superior) para execução da reforma. 

A contrapoposta estudantil não foi aceita pela reitoria que, na cara dura, 
propôs que a CEU fosse então submetida apenas a uma reforma do tipo 
maquiagem de fachada! Na época, essa e várias outras demonstrações de 
descaso ou de má gestão da Assistência Estudantil da UnB começaram a causar 
transtornos aos/as morador@s. Em resposta, moradoras da CEU ocuparam o Salão 
de Atos da reitoria da UnB por 18 dias com uma extensa pauta de 
reivindicações. Dentre elas, inclusive, pedia-se a saída da Decana de 
Assuntos Comunitários. 

A Ocupação não conseguiu mudar a decana, mas as estudantes da UnB 
conquistaram a implementação de uma Mesa de Negociação Permanente com 
Estudantes - MNPE, a qual é composta, paritariamente, por estudantes e 
administração da UnB para tratar de temas polêmicos estudantis.  Essa Mesa 
faz grande diferença, pois, ao contrário dos conselhos superiores da 
universidade (CAD, CEPE, CONSUNI), tem uma composição realmente democrática, 
o que possibilita um debate franco e aprofundado entre estudantes e 
administração. 

Além disso, foi após esta ocupação que conseguimos não só o aumento do valor 
da Bolsa Permanência (de 300 reais para 465 reais), como também o aumento do 
número de bolsas ofertadas, a instalação dos transportes intercampi e 
intracampus e enfim, foram muitas melhorias para a Assistência Estudantil, 
graças a luta das estudantes! Mas apesar dessas conquistas, a pauta da 
reforma pouco avançou e a construção dos novos prédios não saiu do papel. 

Em 2010 a UnB teve a maior greve de sua história, onde os três seguimentos 
se uniram na luta por qualidade na educação. Essa paralisação geral trouxe 
também uma paralisação nas discussões da recém implementada Mesa de 
Negociação. O que, por sua vez, significou um período de aproximadamente 
seis meses sem discussão a respeito da Reforma da Casa ou da construção dos 
novos prédios. 

Com o fim da greve, DCE e AMCEU pressionaram a reitoria para continuar as 
negociações da reforma. Logo de começo, esta nova negociação se mostrou bem 
diferente da primeira. Pela primeira vez, a reitoria se mostrou disposta a 
acatar a proposta dxs estudantes e passamos a negociar um valor de auxílio 
moradia em forma de pecúnia. Além disso, foi feito um novo projeto de 
reforma contemplando as reivindicações estudantes (o projeto anterior era 
risível e não resolvia problemas históricos como privacidade e 
acessibilidade). Conversa vai, conversa vem, fomos conquistando mais e mais 
direitos para xs estudantes. Nossa bandeira era (e ainda é): Reforma sim, 
mas com qualidade de vida! 

O Processo de Desocupação 

Em 2011, desocupação da CEU para reforma foi acordada nos seguintes termos: 
as moradoras poderiam optar entre duas alternativas. A primeira é o 
recebimento de um auxílio pecúnia no valor de 510 reais (valor  estabelecido 
a partir de estudos de preço de apartamentos da Asa Norte); e a outra é ir 
para apartamento alugado pela própria universidade. Esta segunda opção passa 
a responsabilidade de garantir a moradia dxs estudantes para a própria FUB, 
sendo talvez, a maior de nossas vitórias nesse processo! 

Além dessas duas alternativas, vários outros benefícios foram garantidos: 
pagamento de bolsa alimentação nos dias que a estudante não tem aula na UnB, 
passe livre integral (todos os dias da semana e todos os turnos), 
legalização da hospedagem solidária, manutenção do laboratório de 
informática da CEU durante a reforma, claúsula contratual que obriga o 
pagamento de multa por parte da UnB em caso de atraso no pagamento da bolsa, 
entre outros como, inclusive, a possibilidade da/o morador(a) mudar de opção 
(do auxílio de 510 para o apartamento alugado e vice versa). 

Ao final de Abril, de um total de 252 moradoras, 240 haviam optarado pelo 
auxílio em forma de pecúnia e apenas 12 pelo apartamento alugado pela UnB. 
Após a implosão da Mesa de Negociação ocasionada pelo “Movimento do Fica 
CEU”, o DAC estabeleceu de forma unilateral o dia 27 de Abril para 
desocupação da CEU. No dia 29 de abril, cerca de 231, já haviam saído da 
Casa. Dentre os que não haviam saído, estavam aquelas que aguardavam o 
apartamento alugado pela UnB. Ou seja, 12 moradoras estavam de forma legal 
na casa uma vez que a responsabilidade de ter alugado um apartamento era da 
UnB! 

A partir daí a UnB vem agindo de forma autoritária, pois está coagindo as 
estudantes para que deixem a casa e transferindo-as para hotéis enquanto 
aguardam o apartamento alugado pela UnB. Isso vai contra os acordos feitos 
na MNPE, pois não foram nestes termos que negociamos a desocupação da casa. 
Além disso, durante este processo, não foram poucas as denuncias feitas por 
estudantes quanto a maus tratos por parte da DDS. Isto, nós não podemos 
tolerar! 

Nós do DCE, acreditamos que este processo turbulento tem acarretado 
prejuízos morais, psicológicos e conseqüentemente, também acadêmicos para as 
moradoras da CEU. Como a responsável pela situação é a própria universidade, 
reivindicamos: 

A todas e todos integrantes do programa de moradia estudantil: 

   - Indenização financeira por danos morais por parte da administração; 
   - Abono de faltas e opção do trancamento parcial justificado aos 
   moradores; 
   - Retorno da Mesa de Negociação Permanente com Estudantes; 
   - Reformulação da gestão da Diretoria de Desenvolvimento Social (DDS) da 
   UnB; 
   - Apuração das denúncias de assédio moral feitas contra a DDS; 
   - Garantia de isonomia no Edital de Moradia Estudantil do Campus Darcy 
   Ribeiro.  Calouros e veteranos têm direito de escolher entre auxílio de R$ 
   510 ou realização de aluguel via FUB; 
   - Instalação imediata do laboratório de informática da CEU no Restaurante 
   Universitário; 
   - Garantia formal de que todos os prédios reformados serão destinados 
   exclusivamente à moradia estudantil; 
   - Definição imediata de prazos para a construção dos novos blocos da CEU. 

A todas e todos integrantes do programa de assistência estudantil: 

   - Garantia de concessão de bolsas-permanência a estudantes em 
   vulnerabilidade social, sem a contrapartida trabalhista ou de associação a 
   projetos extracurriculares; 
   - Possibilidade de acúmulo da bolsa-permanência com bolsas acadêmicas 
   (exemplo: Pibex, ProIC, PET); 
   - Isenção para estudantes de Grupo I e II nas refeições do Restaurante 
   Universitário; 
   - Revisão do calendário de inscrição no programa de assistência 
   estudantil, para que calouras e calouros com direito às bolsas recebam o 
   auxílio assim que matriculados; 
   - Aumento na quantidade e no valor das bolsas de assistência estudantil, 
   conforme a expansao da universidade; 
   - Garantia de creche para filhas e filhos de estudantes, professoras(es) 
   e tecnicas(os)-administrativas(os). 

 

Add comment


Security code
Refresh

Login Usuário



Mural

Pesquisa

As festas na UnB
 
Copyright © 2012 DCE Honestino Guimarães - UNB. Todos os direitos reservados.
Joomla! é um Software Livre com licença GNU/GPL v2.0.