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Escrito por DCE Honestino Guimarães   
Ter, 29 de Março de 2011 19:06

Pelos Campi, por qualidade, por respeito.

 Diretório Central dos Estudantes Honestino Guimarães

 Gestão Amanhã vai ser MAIOR

 

            Na última quinta-feira, dia 24 de março de 2011, mais de 400 estudantes dos campus Gama e Ceilândia foram ao Darcy Ribeiro para protestar, exigindo a conclusão das obras dos prédios definitivos, respeito ao calendário definido e mais do que tudo qualidade, especialmente no que tange a laboratórios, e salas de aula. A situação está grave a ponto de disciplinas OBRIGATÓRIAS não estarem sendo ofertadas por falta de espaço.

            Na segunda-feira, dia 21, houve um colegiado ampliado da Faculdade Unb Gama que discutia como o calendário seria estabelecido. Isso porque, os horários enviados pela direção e coordenação da Faculdade, esperavam o novo prédio pronto. Não tendo essa construção, a Reitoria, de maneira autoritária, modificou arbitrariamente os horários das disciplinas. As estudantes e os estudantes do Gama decidiram aprovar um indicativo de greve e articular a mobilização para impedir quaisquer desrespeitos. Houve então, uma reunião no Gama que contou com presenças do DCE de Centros Acadêmicos e de outros estudantes da Ceilândia. Nesta reunião foram apresentados os encaminhamentos de haver assembléias em ambos os Campi na quarta e grande ato na quinta. No dia seguinte os Centros Acadêmicos, contando sempre com o apoio deste DCE, passaram em sala e fizeram mobilização.

            Para o ato o DCE articulou ônibus para ambos os campi, ajudou com material e mão de obra para organização do ato. A coordenação do ato foi sempre colegiada com todos os Centros Acadêmicos envolvidos e o DCE auxiliando. A concentração foi no Beijódromo, prédio construído de maneira exemplar se levado em conta o tempo e risível se considerados os problemas de infra-estrutura da Universidade. Quando fomos para a Reitoria os mais de 400 estudantes, que tomaram todas as rampas do prédio queriam respostas, soluções, o intuito do ato era dar um ultimato à administração superior, exigindo tratamento digno da UnB para todos os Campi! Neste momento, de enorme pressão toda a administração parou. O Movimento Estudantil exigia ser recebido por todos da administração. O Reitor não estava na Universidade, ou não quis receber os estudantes, o que não é o mais fundamental visto que a disputa não se faz com um indivíduo e sim com um modelo, falido, de gestão universitária.

O movimento devia decidir como procederia, as alternativas colocadas eram o salão de atos, solução absurda devido o número de estudantes no ato; o auditório da reitoria, que também favoreceria apenas um seleto grupo de estudantes o que seria inadmissível; o pátio da reitoria que também não seria a melhor alternativa devido à acústica do local. As duas outras propostas eram: ir para o Anfiteatro 9 o que causaria maior impacto coletivo, que de fato foi visto, e todos  caberiam dentro, mesmo que apertados, solução mais democrática viabilizando igual participação de todos e todas. Ou ocupar a reitoria, cuja única justificativa apresentada foi “o tanto de estudantes presentes, quando conseguiríamos outra mobilização deste tamanho?”

Cabe a esta gestão elucidar que a ocupação é um dos se não o instrumento de luta mais forte do Movimento Estudantil. Todas as ocupações vitoriosas, incluindo a da Reitoria em 2008 e do Salão de Atos em 2009 não eram fins em si mesmas, as ocupações eram racional e coletivamente planejadas e tinham objetivos claros. Aproveitar o tamanho de uma mobilização e apenas por isso, sem possibilidade real de vitória, ocupar a reitoria é, para nós, reflexo do oportunismo e da despolitização quanto à luta coletiva.

            É equivocado e leviano acusar o DCE de “mandar” o movimento fazer algo, ou desmobilizar. Nossa postura sempre foi e sempre será a da construção coletiva, sem vanguardismos que visam utilizar uma mobilização legítima como massa de manobra. Tal postura já se mostrou complicada devido ao sectarismo de grupos da UnB, porém insistimos e insistiremos nesse modelo. No vitorioso ato de quinta agimos assim.

            Após uma esperada falação sem resoluções concretas para os problemas, os dois campi decidiram chamar assembléias para a segunda feira dia 28/03. No Gama, a assembléia ocorreu, aprovou a greve estudantil e a mobilização ocorrerá a partir de terça, dia 29/03. Na Ceilândia a assembléia foi adiada para a terça, nós estivemos e estaremos presentes em todos os momentos desta e das demais lutas.

            Todo apoio à Greve dos estudantes do Gama! O calendário deve ser redefinido e as aulas só começarão no Campus definitivo!

            Respeito aos estudantes da Ceilândia! Solução imediata para a não oferta de disciplinas obrigatórias e optativas! Laboratórios definitivos para completa formação dos estudantes de saúde!

 

 Diretório Central dos Estudantes Honestino Guimarães

 Gestão Amanhã vai ser MAIOR

 

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