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Nota sobre a morte de três operários na obra do HUB |
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Escrito por DCE Honestino Guimarães
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Sex, 22 de Julho de 2011 13:46 |
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O Diretório Central dos Estudantes Honestino Guimarães - DCE UnB - vem a público manifestar seu pesar pela morte dos três trabalhadores da obra do ICA (Instituto da Criança e do Adolescente) no HUB (Hospital Universitário de Brasília), na manhã desta quinta-feira (21/07). Nelson Holanda da Silva, Lourival Leite e Raimundo José trabalhavam no nível inferior da construção quando foram soterrados por uma enorme quantidade de terra por volta das 11h. A equipe de resgate dos bombeiros foi acionada imediatamente. Enquanto isso, estudantes e profissionais do HUB se mobilizavam para montar uma estrutura de pronto-atendimento às vítimas. Infelizmente, devido à gravidade das lesões e à dificuldade enfrentada pelos bombeiros para fazer o resgate, as vítimas não sobreviveram.
Prestamos solidariedade aos familiares das vítimas e nos colocamos à disposição para ajudar, no que for possível, no alívio de seu sofrimento. Esperamos que as causas da tragédia sejam devidamente investigadas e esclarecidas, e os responsáveis, punidos. Aguardamos manifestação pública dos encarregados de fiscalizar os andamento da obra e o devido cumprimento das normas de segurança, seja da empreiteira contratada ou do CEPLAN (Centro de Planejamento da UnB) sobre a possibilidade de ter havido negligência com a obra e, principalmente, com a vida e segurança dos trabalhadores.
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NOTA DO DIRETORIO CENTRAL DXS ESTUDANTES SOBRE A REFORMA DA CASA DE ESTUDANTE DA UNB - CEU |
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Escrito por DCE Honestino Guimarães
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Qua, 01 de Junho de 2011 20:26 |
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O DCE vem por meio desta, esclarecer o histórico do processo de reforma da CEU UnB e fazer as reivindicações que julgamos necessárias. Breve histórico Em janeiro de 2009 a reitoria da UnB informou as morador@s da CEU que iria haver reforma na Casa e que, para tanto, haveria necessidade de realocação das moradoras. Esta medida não veio do nada, há muito tempo que as moradoras da CEU UnB reivindicavam reforma na Casa, por diversos motivos. Entretanto, as primeiras propostas de realocação das moradoras apresentadas pela reitoria foram consideradas insalubres pelas estudantes-moradoras. No Blog da Associação de Moradorxs da CEU (AMCEU) foi publicado que a “primeira proposta de reforma foi feita pelo DAC neste ano (2009). Ela inclui uma reforma feita em duas etapas de seis meses cada, uma para cada bloco da CEU. Segundo esta proposta os estudantes da casa teriam de ser remanejados, primeiro os estudantes de um bloco, depois os estudantes do outro". A proposta, obviamente, não foi aceita pelas moradoras por ser insalubre a convivência de 8 estudantes por apartamento. Em seguida, a segunda propostafeita pelo DAC era de que as moradoras poderiam “Escolher entre o Minas Tênis Clube, o Albergue da Juventude e o Hotel Esplanada". Isso significaria passar, no mínimo, 6 meses morando 14 pessoas por quarto (realidade do Minas Clube, por exemplo). As estudantes-morador@s negaram viementemente estas duas propostas e fizeram uma contraproposta, na qual a reitoria deveria pagar de auxílio em forma de pecúnia para que as moradoras juntas alugassem apartamentos na Asa Norte. É bom esclarecer que nesse ano, 2009, o MEC havia liberado uma verba, que deveria ter sido usada para a realocação dxs estudantes e reforma dos blocos atuais de CEU. Como a reforma não foi feita no prazo, o dinheiro retornou para a União e atualmente contamos com a verba do PNAES (Programa Nacional de Assistência Estudantil para o Ensino Superior) para execução da reforma. A contrapoposta estudantil não foi aceita pela reitoria que, na cara dura, propôs que a CEU fosse então submetida apenas a uma reforma do tipo maquiagem de fachada! Na época, essa e várias outras demonstrações de descaso ou de má gestão da Assistência Estudantil da UnB começaram a causar transtornos aos/as morador@s. Em resposta, moradoras da CEU ocuparam o Salão de Atos da reitoria da UnB por 18 dias com uma extensa pauta de reivindicações. Dentre elas, inclusive, pedia-se a saída da Decana de Assuntos Comunitários. A Ocupação não conseguiu mudar a decana, mas as estudantes da UnB conquistaram a implementação de uma Mesa de Negociação Permanente com Estudantes - MNPE, a qual é composta, paritariamente, por estudantes e administração da UnB para tratar de temas polêmicos estudantis. Essa Mesa faz grande diferença, pois, ao contrário dos conselhos superiores da universidade (CAD, CEPE, CONSUNI), tem uma composição realmente democrática, o que possibilita um debate franco e aprofundado entre estudantes e administração. Além disso, foi após esta ocupação que conseguimos não só o aumento do valor da Bolsa Permanência (de 300 reais para 465 reais), como também o aumento do número de bolsas ofertadas, a instalação dos transportes intercampi e intracampus e enfim, foram muitas melhorias para a Assistência Estudantil, graças a luta das estudantes! Mas apesar dessas conquistas, a pauta da reforma pouco avançou e a construção dos novos prédios não saiu do papel. Em 2010 a UnB teve a maior greve de sua história, onde os três seguimentos se uniram na luta por qualidade na educação. Essa paralisação geral trouxe também uma paralisação nas discussões da recém implementada Mesa de Negociação. O que, por sua vez, significou um período de aproximadamente seis meses sem discussão a respeito da Reforma da Casa ou da construção dos novos prédios. Com o fim da greve, DCE e AMCEU pressionaram a reitoria para continuar as negociações da reforma. Logo de começo, esta nova negociação se mostrou bem diferente da primeira. Pela primeira vez, a reitoria se mostrou disposta a acatar a proposta dxs estudantes e passamos a negociar um valor de auxílio moradia em forma de pecúnia. Além disso, foi feito um novo projeto de reforma contemplando as reivindicações estudantes (o projeto anterior era risível e não resolvia problemas históricos como privacidade e acessibilidade). Conversa vai, conversa vem, fomos conquistando mais e mais direitos para xs estudantes. Nossa bandeira era (e ainda é): Reforma sim, mas com qualidade de vida! O Processo de Desocupação Em 2011, desocupação da CEU para reforma foi acordada nos seguintes termos: as moradoras poderiam optar entre duas alternativas. A primeira é o recebimento de um auxílio pecúnia no valor de 510 reais (valor estabelecido a partir de estudos de preço de apartamentos da Asa Norte); e a outra é ir para apartamento alugado pela própria universidade. Esta segunda opção passa a responsabilidade de garantir a moradia dxs estudantes para a própria FUB, sendo talvez, a maior de nossas vitórias nesse processo! Além dessas duas alternativas, vários outros benefícios foram garantidos: pagamento de bolsa alimentação nos dias que a estudante não tem aula na UnB, passe livre integral (todos os dias da semana e todos os turnos), legalização da hospedagem solidária, manutenção do laboratório de informática da CEU durante a reforma, claúsula contratual que obriga o pagamento de multa por parte da UnB em caso de atraso no pagamento da bolsa, entre outros como, inclusive, a possibilidade da/o morador(a) mudar de opção (do auxílio de 510 para o apartamento alugado e vice versa). Ao final de Abril, de um total de 252 moradoras, 240 haviam optarado pelo auxílio em forma de pecúnia e apenas 12 pelo apartamento alugado pela UnB. Após a implosão da Mesa de Negociação ocasionada pelo “Movimento do Fica CEU”, o DAC estabeleceu de forma unilateral o dia 27 de Abril para desocupação da CEU. No dia 29 de abril, cerca de 231, já haviam saído da Casa. Dentre os que não haviam saído, estavam aquelas que aguardavam o apartamento alugado pela UnB. Ou seja, 12 moradoras estavam de forma legal na casa uma vez que a responsabilidade de ter alugado um apartamento era da UnB! A partir daí a UnB vem agindo de forma autoritária, pois está coagindo as estudantes para que deixem a casa e transferindo-as para hotéis enquanto aguardam o apartamento alugado pela UnB. Isso vai contra os acordos feitos na MNPE, pois não foram nestes termos que negociamos a desocupação da casa. Além disso, durante este processo, não foram poucas as denuncias feitas por estudantes quanto a maus tratos por parte da DDS. Isto, nós não podemos tolerar! Nós do DCE, acreditamos que este processo turbulento tem acarretado prejuízos morais, psicológicos e conseqüentemente, também acadêmicos para as moradoras da CEU. Como a responsável pela situação é a própria universidade, reivindicamos: A todas e todos integrantes do programa de moradia estudantil: - Indenização financeira por danos morais por parte da administração; - Abono de faltas e opção do trancamento parcial justificado aos moradores; - Retorno da Mesa de Negociação Permanente com Estudantes; - Reformulação da gestão da Diretoria de Desenvolvimento Social (DDS) da UnB; - Apuração das denúncias de assédio moral feitas contra a DDS; - Garantia de isonomia no Edital de Moradia Estudantil do Campus Darcy Ribeiro. Calouros e veteranos têm direito de escolher entre auxílio de R$ 510 ou realização de aluguel via FUB; - Instalação imediata do laboratório de informática da CEU no Restaurante Universitário; - Garantia formal de que todos os prédios reformados serão destinados exclusivamente à moradia estudantil; - Definição imediata de prazos para a construção dos novos blocos da CEU. A todas e todos integrantes do programa de assistência estudantil: - Garantia de concessão de bolsas-permanência a estudantes em vulnerabilidade social, sem a contrapartida trabalhista ou de associação a projetos extracurriculares; - Possibilidade de acúmulo da bolsa-permanência com bolsas acadêmicas (exemplo: Pibex, ProIC, PET); - Isenção para estudantes de Grupo I e II nas refeições do Restaurante Universitário; - Revisão do calendário de inscrição no programa de assistência estudantil, para que calouras e calouros com direito às bolsas recebam o auxílio assim que matriculados; - Aumento na quantidade e no valor das bolsas de assistência estudantil, conforme a expansao da universidade; - Garantia de creche para filhas e filhos de estudantes, professoras(es) e tecnicas(os)-administrativas(os).
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UnB alagada: mobilização para salvar a universidade |
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Escrito por DCE Honestino Guimarães
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Dom, 10 de Abril de 2011 23:19 |
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UnB alagada: mobilização para salvar a universidade O domingo vai terminar triste para a comunidade da Universidade de Brasília. A fortes chuvas provocaram o alagamento da universidade, invadindo o subsolo e danificando toda a estrutura. Laboratórios, salas-de-aula, secretarias, Centros Acadêmicos, anfiteatros, UnB TV, Centro de informática. Tudo destruído pela chuva. Ainda não é possível prever o tamanho do prejuízo financeiro para a universidade. Por enquanto, as notícias são de que o Corpo de Bombeiros deve interditar o local e as aulas estão suspensas por tempo indeterminado. 
O pior dessa história, contudo, é saber que se trata de uma tragédia que poderia ser evitada. Não é de hoje que se fala no sucateamento da Universidade. Vários lugares sofrem com a falta de infra-estrutura e financiamento, um descaso que prejudica toda a comunidade acadêmica. 
Sob a alegação de que os prédios da universidade são tombados como patrimônio histórico, obras importantes são deixadas de lado e a estrutura do Minhocão não faz jus ao que sob ele se abriga: a diversidade cultural, as discussões políticas, a competência de alunos e professores, a excelência na pesquisa, o vanguardismo do movimento extensionista. A UnB é a universidade da inovação, umas das melhores do país. Exatamente por isso esperávamos o mínimo de consideração, inclusive orçamentária, com a garantia de mais recursos para a universidade se manter e se desenvolver. Devemos lembrar também do que acontece na cidade, com a construção de estacionamentos e bairros (Noroeste é um deles) em lugares que deveriam manter vegetação para impermeabilizar o solo. A cidade sofre com a especulação imobiliária e não podemos desvincular a tragédia que acaba de acontecer desses problemas. Dados os acontecimentos deste domingo, convocamos a todos para mobilizarem-se no multirão para salvar a UnB. A primeira atividade será o CEB expandido, às 12h, no Teatro de Arena, onde faremos os encaminhamentos necessários e organizaremos as ações da semana para ajudar no que for possível a nossa Universidade. Nossa idéia inicial era chamar um multirão às 9h no Ceubinho, mas isso não será possível porque o ICC ficará interditado por tempo indeterminado, oferecendo, inclusive, riscos à saúde de que quem permanecer no local. Neste CEB rediscutiremos também toda a programação da Calourada, de forma a adequá-la à nova situação. Manteremos para Quinta-feira, dia 14, a Assembléia que estava prevista desde a semana passada. Até lá faremos quantas atividades de mobilização forem necessárias para salvar a universidade. Também assumimos o compromisso de manter os alunos informados por todos os meios que o DCE dispõe sobre a situação do Campus. A UnB não pode parar! Vamos salvar a nossa universidade e reinvindicar soluções imediatas para que tragédias como essa não se repitam! 
#salveaunb! Imagens: tirada de diversos perfis do twitter
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Pelos Campi, por qualidade, por respeito. |
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Escrito por DCE Honestino Guimarães
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Ter, 29 de Março de 2011 19:06 |
Pelos Campi, por qualidade, por respeito. Diretório Central dos Estudantes Honestino Guimarães Gestão Amanhã vai ser MAIOR Na última quinta-feira, dia 24 de março de 2011, mais de 400 estudantes dos campus Gama e Ceilândia foram ao Darcy Ribeiro para protestar, exigindo a conclusão das obras dos prédios definitivos, respeito ao calendário definido e mais do que tudo qualidade, especialmente no que tange a laboratórios, e salas de aula. A situação está grave a ponto de disciplinas OBRIGATÓRIAS não estarem sendo ofertadas por falta de espaço. Na segunda-feira, dia 21, houve um colegiado ampliado da Faculdade Unb Gama que discutia como o calendário seria estabelecido. Isso porque, os horários enviados pela direção e coordenação da Faculdade, esperavam o novo prédio pronto. Não tendo essa construção, a Reitoria, de maneira autoritária, modificou arbitrariamente os horários das disciplinas. As estudantes e os estudantes do Gama decidiram aprovar um indicativo de greve e articular a mobilização para impedir quaisquer desrespeitos. Houve então, uma reunião no Gama que contou com presenças do DCE de Centros Acadêmicos e de outros estudantes da Ceilândia. Nesta reunião foram apresentados os encaminhamentos de haver assembléias em ambos os Campi na quarta e grande ato na quinta. No dia seguinte os Centros Acadêmicos, contando sempre com o apoio deste DCE, passaram em sala e fizeram mobilização. Para o ato o DCE articulou ônibus para ambos os campi, ajudou com material e mão de obra para organização do ato. A coordenação do ato foi sempre colegiada com todos os Centros Acadêmicos envolvidos e o DCE auxiliando. A concentração foi no Beijódromo, prédio construído de maneira exemplar se levado em conta o tempo e risível se considerados os problemas de infra-estrutura da Universidade. Quando fomos para a Reitoria os mais de 400 estudantes, que tomaram todas as rampas do prédio queriam respostas, soluções, o intuito do ato era dar um ultimato à administração superior, exigindo tratamento digno da UnB para todos os Campi! Neste momento, de enorme pressão toda a administração parou. O Movimento Estudantil exigia ser recebido por todos da administração. O Reitor não estava na Universidade, ou não quis receber os estudantes, o que não é o mais fundamental visto que a disputa não se faz com um indivíduo e sim com um modelo, falido, de gestão universitária. O movimento devia decidir como procederia, as alternativas colocadas eram o salão de atos, solução absurda devido o número de estudantes no ato; o auditório da reitoria, que também favoreceria apenas um seleto grupo de estudantes o que seria inadmissível; o pátio da reitoria que também não seria a melhor alternativa devido à acústica do local. As duas outras propostas eram: ir para o Anfiteatro 9 o que causaria maior impacto coletivo, que de fato foi visto, e todos caberiam dentro, mesmo que apertados, solução mais democrática viabilizando igual participação de todos e todas. Ou ocupar a reitoria, cuja única justificativa apresentada foi “o tanto de estudantes presentes, quando conseguiríamos outra mobilização deste tamanho?” Cabe a esta gestão elucidar que a ocupação é um dos se não o instrumento de luta mais forte do Movimento Estudantil. Todas as ocupações vitoriosas, incluindo a da Reitoria em 2008 e do Salão de Atos em 2009 não eram fins em si mesmas, as ocupações eram racional e coletivamente planejadas e tinham objetivos claros. Aproveitar o tamanho de uma mobilização e apenas por isso, sem possibilidade real de vitória, ocupar a reitoria é, para nós, reflexo do oportunismo e da despolitização quanto à luta coletiva. É equivocado e leviano acusar o DCE de “mandar” o movimento fazer algo, ou desmobilizar. Nossa postura sempre foi e sempre será a da construção coletiva, sem vanguardismos que visam utilizar uma mobilização legítima como massa de manobra. Tal postura já se mostrou complicada devido ao sectarismo de grupos da UnB, porém insistimos e insistiremos nesse modelo. No vitorioso ato de quinta agimos assim. Após uma esperada falação sem resoluções concretas para os problemas, os dois campi decidiram chamar assembléias para a segunda feira dia 28/03. No Gama, a assembléia ocorreu, aprovou a greve estudantil e a mobilização ocorrerá a partir de terça, dia 29/03. Na Ceilândia a assembléia foi adiada para a terça, nós estivemos e estaremos presentes em todos os momentos desta e das demais lutas. Todo apoio à Greve dos estudantes do Gama! O calendário deve ser redefinido e as aulas só começarão no Campus definitivo! Respeito aos estudantes da Ceilândia! Solução imediata para a não oferta de disciplinas obrigatórias e optativas! Laboratórios definitivos para completa formação dos estudantes de saúde! Diretório Central dos Estudantes Honestino Guimarães Gestão Amanhã vai ser MAIOR
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Carta do DCE ao Presidente da República |
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Escrito por DCE Honestino Guimarães
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Sex, 10 de Dezembro de 2010 19:08 |
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Brasília, 6 de dezembro de 2010.
Presidente Lula,
Primeiramente, bem vindo à Universidade de Brasília, instituição histórica, idealizada e fundada pelo grande pensador Darcy Ribeiro, que é o homenageado do dia. Aproveitando a presença do senhor em nosso campus que escrevemos esta carta, que é aberta a toda sociedade brasileira e que reflete muitos dos problemas vividos aqui e em outras instituições de ensino superior. Essa obra foi construída e está sendo inaugurada chamando a atenção da Universidade. Também pudera, em 5 meses uma construção imponente e bela está pronta, e com brilhante acabamento. A questão é que esse prazo de 5 meses destoa de absolutamente todas as obras a que estamos acostumadas e acostumados aqui na UnB! A Universidade passa por uma franca expansão, isso é ótimo, mas expansão sem qualidade não condiz com o projeto de educação e país que defendemos. Nossa Casa do Estudante Universitário está esperando há anos por uma reforma e uma necessária ampliação. Hoje temos apenas 2 prédios, que são a única alternativa para muitos e muitas virem estudar na UnB. Em uma universidade de 30 mil estudantes, menos de 400 têm acesso à moradia estudantil. Sem uma política de residência, a Universidade não deixará de ser elitista. Construir novos prédios para Casa de Estudante seria uma forma melhor de homenagear nosso idealizador, que desejava, com certeza, uma universidade mais plural e aberta. Temos várias unidades acadêmicas que expandiram suas vagas na graduação mas até hoje não conseguiram expandir sua estrutura. Obras de grandes faculdades, como a da Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia, ou como o prédio do Instituto de Artes e do Desenho Industrial, que têm um complexo que já está ultrapassado e com uma estrutura antiga e defasada. Nosso Restaurante Universitário passou por uma obra longa, que durou mais de um ano e hoje nossos companheiros e companheiras do RU denunciam que parece não ter havido obra. Temos equipamentos caríssimos jogados em cantos das salas. Condições muito mais que insalubres em alguns dos postos. O elevador que tem que ser usado para comida é o elevador convencional, porque num restaurante de 4 andares, o elevador da comida não funciona! Nossa Biblioteca Central não recebe novas doações de livros e os espaços para estudos começam a ficar saturados. Temos ainda um Hospital Universitário com seu pronto-socorro fechado há mais de dois anos, o que impossibilita a formação por completa dos profissionais da saúde e deixa de atender a comunidade com a devida atenção. Esses são exemplos de problemas que vivenciamos aqui nesse campus. Em situação ainda mais preocupante temos os novos novos Campi da UnB. O Campus de Ceilândia até hoje funciona numa escola sem estrutura laboratorial necessária para profissionais da saúde. Lá já foram prorrogados os prazos de conclusão da obra dezenas de vezes, e a entrega do prédio não parece acontecer num futuro próximo. O Campus UnB Gama funciona em dois prédios, sem a devida estrutura de laboratórios e com limitada capacidade de convivência da comunidade. Já o prédio definitivo não dá muitos sinais de ficar pronto e fica num local de difícil acesso pelo transporte público o que, assim como na Ceilândia, gera insegurança e apreensão. Nem só de obras se faz uma Universidade. Valorizamos o processo de franca expansão e reestruturação do ensino público brasileiro, porém precisamos que ele seja acompanhado de outras mudanças na concepção de universidade.
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